domingo, 17 de abril de 2011

RolaNet: Ignorância acadêmica & bullying cognitivo bz

Artista plástico de projeção internacional, médico e cientista formado nos melhores centros de Nova York e Paris, Professor de Bioquímica da Fac. Med. da UFC. Vive em Fortaleza.
Abraços,
V. Pordeus

---------- Forwarded message ----------
From: Hélio Rola <heliorola@uol.com.br>
Date: 2011/4/17
Subject: Ignorância acadêmica & bullying cognitivo bz
To: HRUol <heliorola@uol.com.br>





Jardim Semmelweis #2
Semmelweis afirmou, "o dever mais alto da medicina é salvar vidas humanas ameaçadas e a obstetrícia é o ramo da medicina no qual este dever se cumpre de modo mais evidente.... Num parto com apresentação pélvica, provavelmente a mãe e o filho faleceriam se deixados à natureza, entretanto a ajuda oportuna do obstetra pode salvar ambos, quase sem dor, em poucos minutos.... Lamentavelmente, o número de casos nos quais o obstetra alcança tais benefícios é insignificante se comparado ao número de vítimas da febre puerperal....Semmelweis IP. The etiology, concept, and prophylaxis of childbed fever. (Extract of Carter KC). Madison, The University of Wisconsin Press. Pag 55-70, 1983.
 Semmelweis enfrentou inúmeros problemas em sua atribulada existência. Era natural de um país dominado política e culturalmente, sofrendo todas as conseqüências de discriminações étnicas em seu ambiente universitário. Suas principais conclusões questionavam conceitos tradicionais que eram defendidos em sua escola, além da própria capacidade dos ensinamentos poderem ser aplicados na resolução de problemas relacionados à prática profissional. Dar razão a Semmelweis seria admitir que um assistente originário de uma simples colônia pudesse suplantar os expoentes do saber de uma das maiores potências européias do século XIX. http://www.ccih.med.br/semmelweis.html
Ignorância acadêmica & bullying cognitivo
A história das ciências, em seus múltiplos domínios, nos diz que a busca da "verdade", isto é, do conhecimento "objetivo", no dizer equivocado de muitos, resulta, no mais das vezes, em dor física e miséria espiritual para os seus seguidores...Giordano Bruno, Galileu...Oppenheimer, Boltzman? Nós?...A violência da rivalidade, que nem um Tsunami de ódio, se espalha e a todos vitima ...Sejam eles chefes ou vassalos...Pensando bem podemos dizer que  a academia não é, como se diz, um espaço de luz angelical e democrática feito para o regozijo da novidade experimentalmente construída, inventada, feita à mão, a muitas mãos mal pagas, bem pagas? que se abre para o bem e também para o mal do mundo que parece não ter fim...Ao contrário, a academia é um espaço diabólico, robótico, asilo recursivo dos demônios de Maxwell e berço de  Frankenstein. Sangue bom, a academia é também sangue quente, termodinâmica & holocausto, teórica, astuciosa e explosiva, e também cruel; Princeton explode, atomiza e cobre os mortos de Hiroshima e Nagasaki com densa e duradoura poeira  radiativa...O ódio destrutivo tudo vence? A academia deixou de ser o espaço para a convivência criativa e livre, cidadã,  para se tornar  um antro dominado por doutas gangues cognitivas e beligerantes, ávidas de poder, que ditam o tom emocional do cotidiano a ser vivido...  Sempre às escuras, ela não tem pressa e tateia, às vezes,  iluminada somente  pelo débil facho de luz monocromática que emana do poder power-point...A única luz a reinar na aula apagão...Quem duvida? A academia   se pensa grande mas ela é  pequena e, o pior,  super-dividida em múltiplas  mini celas opressivas, mal cheirosas e sobrecarregadas, sem janelas para ver a flor e  o mar lá fora...Com seus botões...cada cela fala para si mesma, trocada em miúdos, uma ladainha sem fim, numa língua cifrada e estranha...Paper!?...A ciência fala Babel e sem ter para onde ir a academia não sai do seu nada, fecha-se sobre si mesma...e assim morre todo dia...O que seria uma ciência sempre viva? 
Saudações da pARTE do Hélio Rôla

A teoria da ciência 
"A teoria da ciência está sempre tão próxima 
quanto se deseja da teoria da dominação que ela produz
...conhecer é praticar um exercício involuído
dentro da ideologia do comando e da obediência..".
Michel Serres em Hermes
Uma Filosofia das Ciências Ed Graal