sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Paradigma científico e Paulo Freire

Extraído de Dicionário Paulo Freire, Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2010

Em Thomas Kuhn, A Estrutura das Revoluções Científicas(1995):
"[...] as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência"
"Homens que cuja a pesquisa está baseada em paradigmas compartilhados estão comprometidos com as mesmas regras e padrões para a prática da científica"
Em pág. 300, Paradigmas do Oprimido, de José Eustáquio Romão:
"... a teoria freireana, por outro lado, atribui a hegemonia das formulações gnosiológicas e epistemológicas à correlação de forças históricas. Em termos mais simples, para a concepção freireana, um paradigma torna-se referência em determinada época não apenas por questões internas à ciência, mas em geral, pela superioridade econômica, política e militar de seus defensores."



sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Para que todos saibam

"Para que todos saibam"

Mobilização do Teatro de Rua e do Circo pelo cumprimento da Constituição Brasileira.

No dia 23 de agosto, na Cinelândia, às 11h, na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, Grupos de Teatro de Rua e Circo e artistas-trabalhadores realizarão  o evento artístico "Para  que todos saibam"  uma manifestação em conjunto com a Rede Brasileira de Teatro de Rua,  contra as injustiças que a Prefeitura do Rio, vem cometendo contra esse segmento, proibindo os espetáculos de Teatro de Rua e Circo, gratuitos, nas praças públicas o que caracteriza uma atitude Anti-Constitucional, um Direito Fundamental garantido pela Constituinte Brasileira conforme o Artigo 5º, Parágrafo IX: é livre a expressão da atividade intelectual, artística cientifica e de comunicação, independente de censura ou licença.
No dia 23 de agosto (Dia do Artista e Dia Contra a Injustiça) a Rede Brasileira de Teatro de Rua, presente em 27 estados, realizará  manifestação nacional simultânea, a favor da liberação dos espaços públicos abertos (ruas, praças, vielas, jardins, parques) para realização das suas atividades artísticas. Será lida a população uma Carta Aberta que será encaminhada aos Prefeitos, Governadores, Secretários de Cultura, MinC, FUNARTE, Conselho Nacional de Política Cultural, Conselhos Municipais e Estaduais de Cultura, vereadores, deputados e senadores.
No Rio de Janeiro, a manifestação será realizada pelos grupos:
Grupo Off-Sina, Tá na Rua, Teatro em Cordel, Irmãos Brothers, Palhaça Margarita, Teatro de Anônimo, Alice Viveiros de Castro, Crescer e Viver, Circo Tropical, Circo Trapézio, Bossa Jazz, Grupo Arteatro, Grupo Redemoinho, Se Essa Rua Fosse Minha, Cia de Teatro Contemporâneo, As Comediantes, Grupo Cutucurim, UERAQUERJ – União das Entidades Das Quadrilhas Juninas do Rio de Janeiro, Nós Nos Nós, Cia. Teatral Gruta da Lua, Flor no Peito Grupo de Teatro, Cia Títeres da Magéia, Circo Baixada, Bonecos em Ação, Palhaço Orelha e Cia dos Melodramáticos.
O evento tem apoio Institucional do  Diretor de Artes Cênicas da Funarte, Coordenação de Circo da Funarte, IBASE, Associação de Gestores Culturais ABGC, Associação de Moradores do Cosme Velho, Rede Social do Cosme Velho,  Cineclube Águas Férreas, ONG Roda D'Água, Conselho Nacional de Política Cultural, Colegiado Setorial de Teatro,  Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, Movimento de Teatro de Rua de Salvador, Movimento de Teatro de Rua de Recife, Movimento de Teatro de Rua Escambo (CE/RN), Rede Brasileira de Teatro de Rua/RS, Rede de Teatro de Rua de Belo Horizonte, Coletivo de Palhaço (MG), Rede de Teatro da Floresta (AM, RR, AC, RO e AP), União Brasileira de Circo, vereadores, deputados, artistas e intelectuais, e moradores da cidade do Rio de Janeiro.
Serviço: Evento Artístico "Para que todos saibam" - Teatro de Rua e do Circo pela liberdade de expressão e  pelo cumprimento da Constituição Brasileira
Dia 23 de agosto
Local: Cinelândia (Rio de Janeiro)
Hora: 11h
Programação: grupos de teatro de rua e circo se mobilizam para que a Prefeitura cumpra com a  Constituição Brasileira
Contatos: Richard Riguetti / Lilian Moraes / 2556-6203 / 9535-3983

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Palhaço



O Palhaço.

Era uma praça...
Existem muitas praças.
Praças de guerra, de paz, pública, do poder!
Praça de quase todos, de alguns,
Praça dos poderosos, dos desfiles, dos carros oficiais, dos blindados, dos generais!

Praça dos abandonados, dos incluídos nas sobras, nos gritos dos delitos,
Praça de quem precisa gritar para ouvir a própria voz...

Ah! Mas naquele dia a praça era repleta de sonhos, de cores, de sons, de todos...
Era um jardim compartilhado.
Muita gente, sorrisos, beijos, abraços, calor apesar do vento frio.
Ah! Sim guardarei esta data: quinto dia de um agosto oscilante entre os raios de sol
E as nuvens cinzas saturadas.

Estavam lá crianças e velhos, bêbados lúcidos, e ébrios sãos.
Haviam discursos e sorteios, passos e descompassos
E a dança sedutora do caos.
Era a praça do povo, do artista pé-no-chão, pé-de-barro,
Daquele que permanece ligado à terra
Apesar das asas que cria para os outros e para si mesmo.
Era a praça da maioria, do mundo inteiro, do brasileiro, até do francês.

Era o lugar mais feliz
De um planeta sem limites
Que o articientista inventou.
Tudo se movia, tudo bailava...
Mas quis a vida trazer uma prova:
Lento, insano, sujo, fétido e inseguro veio se aproximando.
À borda da roda parou.
Pousou no chão todas as suas coisas.
E todas elas cabiam num único saco.
A pele suja, o cabelo embaraçado, os olhos sem rumo.
Ficou ali estagnado.
Como um límpido contraste,
Como um silêncio estrondoso,
Como uma estátua outrora humana
Ficou ali sufocando a alegria da praça.
Eu, de longe, incomodado, com a minha razão inútil o observava.
Como posso salvar-nos?
Eu não sabia.

Num lugar onde os filmes se fazem por si só.
Numa cinelândia indomada
Eu me tornara de repente a mesma triste estátua.

Eis então que o anjo veio
Com suas asas encobertas pelas vestes do palhaço.
Tocou-lhe as mãos, agarrou-lhe os braços,

Puxou-o para a roda, sorriu, balançou desengonçado...
Então como mágica fez-se novamente humana a maltrapilha estátua.
Um sorriso luminoso o acordara...
O palhaço o salvou e com ele também a mim e a toda praça.

Autor: Getulio Fonseca, 05/08/2010.
Minha homenagem aos companheiros do teatro e, em especial, ao palhaço Vitor Pordeus que puxou o homem para roda. À quem honra, honra!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mais "Arte como Experiência" de John Dewey

"Muitas pessoas são infelizes, internamente torturadas, por não dominarem nenhuma arte de ação expressiva. Aquilo que poderia ser usado para converter o material objetivo no material de uma experiência intensa e clara, nas melhores condições, fervilha por dentro, em um tumulto desregrado que por fim se extingue, talvez depois de uma dolorosa ruptura interna"
p. 154.